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Banco Central da Argentina sinaliza maior receptividade ao blockchain

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Com a volatilidade de sua moeda, é de se esperar que o banco central da Argentina seja hesitante quanto à exploração da tecnologia blockchain.

Mas esse não foi o caso em uma hackatona (maratona de programação) realizada na semana passada que uniu alunos, profissionais, economistas e fãs de bitcoin e blockchain.  Realizado na sexta e no sábado, o evento de 2 dias entregou o prêmio de ARS 150.000 (US$ 9.677) aos 3 projetos mais inovadores, incluindo uma start-up de blockchain.

A plataforma de notorização de blockchain Signatura ficou em segundo lugar no evento, recebendo um cheque de ARS 50.000 (US$ 3.226) do banco central.

Na entrevista, Franco Amati, membro e fundador da Signatura, lembrou como sua empresa usou a disputa para apresentar um produto chamado de “Passaporte Financeiro”, o qual demonstra como consumidores podem usar o blockchain para compartilhar dados enquanto os mantêm criptografados.

Usando o produto, o cliente poderia cancelar a chave de acesso de um banco ao passaporte, e o fluxo é assinado digitalmente usando o blockchain do bitcoin, o que garante sua data, autoria e integridade.

Amati contou à CoinDesk:

“Quando um banco precisar dela (chave de acesso), para um empréstimo, por exemplo, ele solicita a informação usando a plataforma e o cliente é notificado para que conceda ou rejeite a solicitação de acesso a seus dados.”

Nesse sentido, Amati disse que o projeto ressalta como o blockchain poderia ser útil para ajudar instituições financeiras a reduzir papeladas e agilizar processos.

E existem sinais de que o Banco Central da Argentina pode estar interessado em conceitos como esse.

Possíveis parcerias

A Signatura disse que está até mesmo aberta a trabalhar com o banco central.

Quando perguntado sobre o que a tecnologia blockchain pode oferecer a bancos centrais, Amati disse acreditar “na transparência, na abertura de governos e em acordos”, e existem sinais de que a instituição está de acordo.

No primeiro dia da hackatona, Lucas Llach, vice-presidente do banco central (conhecido na comunidade local do bitcoin por sua visão opositora a criptomoedas), falou sobre como o blockchain poderia ser uma fonte de inovação no ramo financeiro.

Amati disse que estava empolgado “por ver uma recepção positiva e uma perspectiva para essas ideias”, mas ele acredita que essa tecnologia ainda é nova para os membros do governo”.

Por exemplo, um dos juízes da hackatona perguntou como se poderia confiar no blockchain, e isso, disse ele, “não é algo fácil de se explicar sem tempo suficiente.”

Pequenos passos

O progresso é limitado, em alguns aspectos, pela natureza precoce da tecnologia.

Somente 2 dos quase 40 projetos da hackatona foram relacionados ao blockchain, e os 2 foram propostos por membros de empresas ou start-ups de bitcoin.

“O bitcoin e o blockchain ainda estão relacionados não apenas a um nível técnico, mas também entre seus usuários e empreendedores. E eventos desse tipo ajudam a mostrá-los a pessoas fora desse círculo”,

Disse Amati.

Colaborações cruzadas começaram a ocorrer em outros locais.

Por exemplo, durante a Conferência Latino-americana do Bitcoin em Buenos Aires, Tiziano M Di Biase, diretor geral de pesquisa econômica do banco central, convidou o público favorável ao bitcoin para participar da hackatona.

Quando perguntado pelo moderador se o Banco Central estava analisando o uso do blockchain, ele disse que seu foco no momento era trabalhar na melhoria de novas formas de pagamento.

Mas acrescentou:

“O blockchain é uma tecnologia extremamente interessante que está sendo analisada de perto por muitos bancos centrais atualmente.”

nov 29, 2016Redação


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Noticia original en BitcoinNews.com.br


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